Com discurso firme, técnico e estratégico, a treinadora abordou sua trajetória internacional, explicou sua filosofia de jogo e apresentou diretrizes objetivas para o novo ciclo no clube.
Experiência internacional como diferencial
Emily esclareceu sua saída do Levante, da Espanha: foi decisão própria, motivada por entraves burocráticos relacionados às licenças da UEFA, que limitaram sua atuação à beira do campo.
Nas seleções de Equador e Peru, o foco foi estrutura e formação. Ela destacou que o Equador hoje compete em alto nível porque houve um trabalho de base consistente. Segundo a treinadora, os seis anos fora do Brasil ampliaram sua capacidade de resolver problemas internos e acelerar processos.
Modelo tático: intensidade e versatilidade
A comandante afirmou que o Corinthians terá variações estratégicas conforme o elenco permitir. Entre os sistemas citados estão o 4-3-3, 4-1-3-2 e até o 3-4-3, aproveitando a qualidade técnica do meio-campo.
Relembrou seu histórico ofensivo em passagens anteriores por São José e Santos, quando priorizava presença massiva no ataque sem abrir mão da organização defensiva.
Outro ponto central será o trabalho individualizado. A ideia é potencializar cada atleta com acompanhamento específico de desempenho.
Emily também assumiu seu perfil exigente: repetição e disciplina são pilares para alcançar excelência técnica.
Base, meritocracia e competitividade interna
Sobre as atletas promovidas da base, deixou claro que não haverá tratamento diferenciado. Todas disputarão posição em igualdade de condições.
Ela valorizou o departamento de análise de desempenho e fisiologia do clube, reforçando que inovação e proatividade são fundamentais para manter o nível competitivo.
A treinadora afirmou que respeita o trabalho anterior e não pretende desmontar o que já é vitorioso, mas ajustar pontos estratégicos para elevar ainda mais o padrão da equipe.
Arena, torcida e protagonismo feminino
Ao falar sobre atuar na Neo Química Arena, destacou que o futebol feminino do Corinthians já conquistou esse espaço de forma legítima.
Mencionou sua relação anterior com a Gaviões da Fiel e demonstrou compreender o peso da cobrança da torcida.
Sobre o clássico contra o Sociedade Esportiva Palmeiras, ressaltou o significado histórico de duas mulheres comandando um Derby de grande porte, reforçando o avanço da modalidade.
Legado e liderança
Emily foi direta ao afirmar que o futebol feminino brasileiro já possui treinadoras altamente capacitadas e que não há mais espaço para o argumento de falta de qualificação.
Ao projetar seu legado, resumiu sua missão: desenvolver pessoas, fortalecer estruturas e deixar o clube ainda mais preparado para o futuro.
A coletiva não foi apenas uma apresentação formal. Foi um posicionamento estratégico de quem assume o comando com planejamento, convicção e metas claras.